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Desde a última quinta-feira, 30, a FMR disponibilizou oficialmente
para sua comunidade acadêmica, uma urna do projeto "Direito
e Denúncia" da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
Esta medida integra a faculdade ao Batalhão da Polícia
Militar de Botucatu, a Induscar e também à sede da
subsecção botucatuense da Ordem, que também
têm urnas à disposição. Outras duas são
itinerantes e levadas aos locais de interesse dos responsáveis
pelo projeto. Estas urnas, de São Manuel e Botucatu, são
uma extensão do trabalho idealizado por Juscelino André
de Lima e que integra alunos de Direito em parceria com OAB de Bauru.
O objetivo principal, segundo Lima, é a criação
de um canal entre a Justiça e a população:
"As pessoas têm muitas dúvidas sobre seus direitos
e não sabem a quem recorrer", ressalta, acrescentando:
"Eu notei que a população, em sua maioria, tem
medo de procurar os órgãos de Justiça para
fazer valer os seus direitos. Por isso, tive a idéia de facilitar
o caminho com as urnas".
Funcionamento
- Através do preenchimento de um formulário, a população
tira dúvidas ou pode fazer qualquer denúncia de atos
irregulares que vivencie. Uma comissão de advogados vai analisar
as informações e dar retorno às demandas, quando
for o caso. Nessas situações é necessário
que o denunciante informe seu endereço, que ficará
sob sigilo. Também existe a possibilidade de a denúncia
não ser colocada no formulário. Neste caso uma simples
anotação num papel qualquer poderá ser depositada.
Para
a coordenadora botucatuense do projeto, Beatriz Soares Armelin,
em duas urnas abertas na região foram registradas 17 denúncias
e 35 questões sobre Direito. As mais comuns, segundo ela,
são dúvidas sobre pensão alimentícia
e aposentadoria. Entre as denúncias, a maior parte aponta
o pagamento de propinas para fiscais em casos de abrangência
sanitária.
Beatriz
esteve na FMR acompanhada das advogadas Amanda Grizzo e Sandra Gutierres
e foi recepcionada pelo presidente do DA (Diretório Acadêmico)
de Direito, José Ricardo.
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