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professor Antonio Carlos de Arruda teve artigo científico
apresentado e publicado nos anais do VI Simpósio em Filosofia
e Ciência da UNESP. O encontro aconteceu na cidade de Marília,
recentemente. O trabalho versou sobre “O Papel da Experiência
para o conhecimento das noções espaciais no Racionalismo
de Descartes” e integrou o Tema 13 – A Epistemologia
e o Problema Ontológico-Informacional do Conhecimento.
Na abordagem do tema, o professor destacou:
“Se estivermos no porto e vemos um navio distante, ele parece
pequeno e parado; quando se aproxima vemos que, relativo a nós,
ele é grande e está em movimento.
Um remo metade na água e metade fora parece quebrado.
Existe uma limitação natural nos nossos sentidos,
que nos levam a considerar de forma errada as coisas. O Sol parece
girar em torno da terra.
Portanto, os sentidos não nos dão a conhecer as coisas
e constituem-se em uma fonte inesgotável de erros e ilusões.
Encontramos, neste primeiro grau da dúvida, uma desqualificação
do elemento sensível (da experiência) para a formação
do conhecimento verdadeiro.
No segundo argumento, que estende e radicaliza a dúvida,
Descartes pondera sobre a limitação do argumento anterior
(erro dos sentidos), pois me enganar com relação às
coisas distantes e pouco sensíveis não me dá
possibilidade de duvidar de todas as questões sensíveis,
como, por exemplo, que eu esteja aqui sentado junto ao fogo e vestido
com este chambre.
Descartes, então, constrói o segundo argumento, que
é o do sonho. Há uma possibilidade, ainda que pequena,
que eu esteja, neste momento em que escrevo, dormindo e tudo não
passa de ilusões produzidas em meus sonhos. A idéia
deste argumento é a de que tudo poderia ser uma ilusão
produzida por eu mesmo em meu sonho e que devo suspender os meus
juízos sobre a verdade acerca de todas as coisas que percebo.
O que valida este argumento é o fato de nós já
termos nos enganado no sonho algumas vezes, o que pode levar a crer
que neste momento estejamos sonhando e, portanto, sendo enganado!
O argumento do sonho tem a função de estender e radicalizar
a dúvida e de, portanto, levar a uma impossibilidade nas
afirmações que realizamos sobre os dados sensíveis.”
O Simpósio, em sua sexta edição, teve como
como tema central "Universidade e contemporaneidade: produção
do conhecimento e formação profissional". Considerando
os desafios da Universidade Pública na contemporaneidade,
esse evento espera propiciar um espaço acadêmico para
se refletir sobre eles e para se pensar em ações concretas
para superá-los no que diz respeito à produção
do conhecimento e a sua articulação com a formação
profissional. Embora essa produção e essa formação
sejam vistas separadamente e, muitas vezes, regidas apenas pelos
critérios do mercado ao qual se destinam, na contemporaneidade,
o que nos interessa discutir é se ainda é possível
pensá-las articuladamente e indicar ações a
partir delas que repercutam para o aprimoramento da vida humana
e social. Assim, questões como as do papel de cada uma das
ciências na qualificação dos profissionais,
da instrumentalidade que rege estas últimas e das saídas
encontradas por cada área para propiciar uma formação
acadêmica efetiva, que não se furte a concorrer para
a cidadania e para o retorno social das pesquisas universitárias,
constituem-se como ponto de partida para essa reflexão.
Veja
íntegra do trabalho
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