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Alunos do 4º semestre na disciplina de Psicologia Aplicada
à Saúde, da Enfermagem, plantaram – pouco antes
do início das aulas da sexta-feira, 21, diversas flores ornamentais
de batata no jardim da entrada do bloco A da faculdade.
Responsável pela disciplina, a professora Andréa Benito
explica que a planta é entendida e vivenciada simbolicamente
como uma vida humana. “Nós desenvolvemos nos participantes
a arte de cuidar de uma vida, o lado cuidador de cada um deles.
Desenvolvemos o compromisso de cuidador, o sentimento pelo outro,
a responsabilidade de uma vida em mãos e o "desvincular"
do paciente ao entregá-lo de volta”. Para muitos, acrescenta
Benito, a planta é o primeiro “paciente”.
“Antes dessa entrega, faço uma sensibilização
e uma reflexão em cima de um filme (este ano foi Patch Adans
- o amor é contagioso), aí "nos inundamos"
de vontade de fazer a diferença e o bem para alguém,
e nada melhor que cuidar de uma vida e dar conta dela.”.
Acerca da aceitação por parte dos alunos, a professora
diz que há uma certa resistência quando a idéia
é apresentada. Nessa desconfiança é feita uma
votação para que escolham o que cuidar. No mesmo dia
é sorteado quem cuidará da flor de qual colega. “É
um “amigo revelado” - alude Benito ao conhecido “amigo
secreto” – pois eles já contam quem tiraram.
Em seguida, todos têm que enfeitar e personalizar seu vaso.
Antes do 2º GQ (Grau de Qualificação) nós
destrocamos as flores”.
Terminaria aí todo o processo, se não fosse um significativo
diferencial neste semestre. A iniciativa do plantio na faculdade
foi motivada pelo falecimento – num acidente automobilístico
em setembro último – de uma aluna do grupo –
Miriam Feliciano, do 4º semestre de Enfermagem. “Ficou
um clima ruim, triste, pois ela estava com uma flor e alguém
com a dela. Decidimos plantar no canteiro em homenagem a ela. O
objetivo foi mais que atingido, pois eles estão passando
pelo canteiro e verificando se a planta de que cuidaram está
bem e a dela também. O mais interessante é que eles
estão mais preocupados com a planta que era cuidada pela
colega, e não com a que eles plantaram”, resume Benito,
arrematando: “Uma aluna no ano passado escreveu: "Estou
com muita saudades de cuidar da "minha " planta, mas tive
que devolver para a dona e esse é o sentido da vida: fizemos
a diferença, ajudamos a cuidar e cumprimos nossa tarefa ao
devolver a vida ao outro. Esse é nosso maior pagamento!"
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